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O QUE ANDOU O FATIAS DE CÁ A FAZER EM 2009?
08 de Janeiro de 2010
Eu estou contente. Com aquilo que o Fatias de Cá fez em 2009 e por mais duas coisas.
A primeira é por ter sabido que o papel reciclável não é bio-degradável. Eu já sabia que a merda do papel reciclado, tão do agrado dos eco-terroristas e dos eco-ignorantes (ou seja, a maioria dos eco-lojistas), além de ser mais caro, mau, pesado, encrava impressoras e fotocopiadoras e pouco adequado para substituir o papel higiénico, precisa, para ser reciclado, de levar tantos químicos na sua fabricação que o resultado poluidor desta é muito superior ao de se fazer simplesmente papel novo; agora que a merda do papel reciclado não seja bio-degradável, isso só vem demonstrar o cuidado que temos de ter com os aldrabões.
Também fiquei contente por ter lido num artigo do Miguel Sousa Tavares no Expresso, a propósito dos negócios da filha do presidente angolano em Portugal, “nunca tão poucos roubaram tanto a tantos”. Que pena que a gente não se tenha entendido com aquilo do “Equador”. O homem dá pano para mangas a denunciar a injustiça.
Bom, e agora vamos lá à propaganda, perdão, ao que é que o Fatias de Cá andou a fazer em 2009, que este ponto de vista é ouvido na Rádio Hertz (98 MHz), de quinze em quinze dias, aos sábados e aos domingos pelas 13h13, sai no jornal Templário com uma ilustração escolhida pelo Fernando Rodrigues (cuja qual por vezes mostra o contrário do que eu digo, hi hi hi) e é incluído no www.fatiasdeca.net, o que acaba por lhe dar, ao ponto de vista, claro, uma penetração em públicos-alvo diversificados.
Para além da “perfomance” na apresentação do livro “Fúria Divina” do José Rodrigues dos Santos no CCColombo (Já agora informo como está o projecto do Fatias de Cá de fazer o livro dele, “A Fórmula de Deus”, em teatro. Mandei-lhe um mail esta semana: “Fórmula de Deus”, 2010: Nim? Ao que ele respondeu: “O problema de “A Fórmula de Deus” é que a obra está a ser negociada para filme e as produtoras exigem direitos exclusivos. Quando as negociações estiverem concluídas veremos se será possível”. Ao que eu respondi: “Ok. Abraço. Até breve”. Estão a ver a diferença de comportamento em comparação com o supracitado Miguel Sousa Tavares?), foram apresentados, em 2009, 115 espectáculos de 14 peças diferentes, envolvendo 226 pessoas, a saber: em Tomar, “O Nome da Rosa” e “Hamlet” no Convento de Cristo e “Sonho de uma Noite de Verão” na Mata dos Sete Montes; em Torres Novas, “A Festa de Babette” na Distilaria da Brogueira; em Constância, “Fatias de Cá Bar É…” no Cine-Teatro e “Auto da Barca do Inferno” pela Vila; em Ourém, “As Pegadas dos Dragões” nas Pegadas dos Dinossáurios; na Chamusca, “Arthur” no Miradouro de Almourol; em Aljubarrota e em França, “A Tempestade”, em co-produção com o grupo de teatro japonês Takebue; em Sintra, “O Anel Quebrado” na Quinta da Regaleira; na Barquinha, “Viriato” no Castelo de Almourol; em Coimbra “Comédia da Marmita” no Museu Machado de Castro; no Porto “A Comissão de Festas” na Faculdade de Direito; e, —porra que a lista é longa— na Figueira da Foz, “T de Lempicka” no Palácio Sotto Mayor. Se a isto juntarmos os ensaios que foram feitos, nomeadamente os 42 do “Richard III” do nosso amigo Shakespeare —cuja carreira começará na sexta feira depois do Carnaval (19h19) na Distilaria da Brogueira—, temos um total de 311 sessões de trabalho em 365 dias possíveis.
Não é mau, pois não?
ps: quando as contas estiverem fechadas, também serão tornadas públicas

Carlos Carvalheiro
 

 

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