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Sonho de Uma Noite de Verão
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Ponto de Vista |
| PROPAGANDA |
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28 de Novembro de 2009
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E de repente acordo às 9 da manhã, pelas 10 tinha de me pirar para a Figueira da Foz, e a cabeça concretiza: «Porra, esqueci-me do ponto de vista».
A coisa até nem era grave se eu já tivesse uma ideia sobre o que escrever; o problema é que não tinha nenhuma. E então, restou-me a “propaganda”. Por isso, voltemos ao princípio.
Eu tinha de me pirar para a Figueira da Foz porque o Fatias de Cá re-estreou o espectáculo “T de Lempicka” no Palácio Sotto Mayor, estreado em 1998 no Convento de Cristo em Tomar. Desde então fizeram-se 188 sessões do espectáculo. Entretanto, aos domingos, continua em carreira o “Nome da Rosa”, estreado em 2005 e que já fez 172 sessões. Tendo em conta que a lotação de cada um deles é de 77 pessoas (o Fatias de Cá sempre gostou de números “esquisitos”) e que a lotação dos espectáculos muitas vezes não está esgotada, mas muitas vezes está, e o número de espectadores ultrapassa largamente essa lotação, resulta que o total de espectadores que já viram só estes dois espectáculos (o Fatias de Cá costuma apresentar anualmente uma dúzia de espectáculos diferentes) aproxima-se do número de habitantes de Tomar.
É muita gente. E praticamente sem propaganda.
Aliás, a critica mais frequente que se ouve por parte dos espectadores é a de que o Fatias de Cá não divulga os seus espectáculos, ao que se costuma responder que a divulgação é demasiado cara para o nosso orçamento e que, de qualquer forma, não é por se gastar “fortunas” em propaganda que se leva a água ao moinho, que o mesmo é dizer que se enchem salas, como se pode constatar, infelizmente com demasiada facilidade, em vários tipos de iniciativas culturais.
Ora, se o Fatias de Cá não é subsidiado, e portanto não tem dinheiro para fazer propaganda, a si próprio e a quem dá os subsídios (que também é para isso que os subsídios são dados), a questão que se coloca é: porque é que o Fatias de Cá tem sempre tantos espectadores (sendo certo que os de Tomar são raros)?
É um mistério… ou talvez não.
Carlos Carvalheiro |
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