|
|
|
|
|
|
Sonho de Uma Noite de Verão
|
| |
|
|
|
Ponto de Vista |
| E SE A GRIPE A FOSSE UM NEGÓCIO ESCURO? |
|
17 de Outubro de 2009
|
  |
Uma monja beneditina de Barcelona, Teresa Forcades i Vila, médica doutorada em Saúde Pública e especialista em Medicina Interna, autora de, entre outros livros, «Los crimines de las grandes compañias farmaceuticas», fez publicar um texto que precisa de ser divulgado (quem quiser ler o integral peça-mo que eu tenho muito gosto em o reencaminhar).??
Refere ela que os dois primeiros casos conhecidos de gripe A foram diagnosticados na Califórnia em 17 de Abril de 2009. Cinco meses depois tinham morrido com esta gripe 137 pessoas na Europa (e 3.559 em todo o mundo), sendo certo que, anualmente, morrem na Europa entre 40.000 e 220.000 pessoas devido à gripe anual.
Ora em finais de Janeiro de 2009, a filial austríaca da empresa farmacêutica norte-americana Baxter distribuiu a 16 de laboratórios da Áustria, Alemanha, República Checa e Eslovénia, 72 kg de material para preparar vacinas contra o vírus da gripe; um técnico de laboratório decidiu, por sua conta, experimentar as vacinas em furões, que são os animais que desde 1918 são utilizados para estudar as vacinas para a gripe; todos os furões vacinados morreram. ??Investigou-se então em que consistia exactamente o material enviado pela casa Baxter e descobriu-se que continha vírus vivos da gripe das aves (vírus A/H5N1) combinados com vírus vivos da gripe anual (vírus A/H3N2). Se esta contaminação não tivesse sido descoberta a tempo, a pandemia que sem base real as autoridades sanitárias estão a anunciar, seria agora uma espantosa realidade; esta combinação de vírus vivos pode ser particularmente letal porque combina um vírus vivo com cerca de 60% de mortalidade mas pouco contagioso (o vírus da gripe das aves) com um outro que tem uma mortalidade muito baixa mas com uma grande capacidade de contágio (o vírus da gripe anual).
??Em 29 de Abril, quando apenas tinham passado 12 dias sobre a detecção dos dois primeiros casos da nova gripe, a directora-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou que o nível de alerta por perigo de pandemia se encontrava na fase 5 e mandou que todos os governos activassem planos de emergência e de alerta sanitária máxima; um mês e meio mais tarde, em 11 de Junho, declarou que no mundo já tínhamos uma pandemia (fase 6) causada pelo vírus A/H1N1 S-OIV. Ora, é preciso referir que, em Maio, a OMS tinha alterado a definição de pandemia: antes de Maio de 2009 para poder ser declarada uma pandemia era necessário que, por causa de um agente infeccioso, morresse uma proporção significativa da população. Esta exigência —que é a única que dá sentido à noção clínica de pandemia e às medidas políticas que lhe estão associadas— foi eliminada depois dos EUA se terem declarado em «estado de emergência sanitária nacional», quando em todo o país havia apenas 20 pessoas infectadas com a nova gripe, e nenhuma delas tinha morrido.??
Com a declaração de pandemia, foi activada a produção de uma nova vacina. Mas o que distingue a vacina para a nova gripe da vacina comum, é que as companhias farmacêuticas que a fabricam estão a exigir que os Estados assinem acordos que lhes garantam a impunidade no caso das vacinas terem mais efeitos secundários que os previstos; os EUA já assinaram estes acordos que garantem, tanto às farmacêuticas como aos políticos, a retirada de responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina.??
Se o envio de material contaminado fabricado pela Baxter não tivesse sido casualmente descoberto em Janeiro passado, efectivamente, ter-se-ia dado a gravíssima pandemia potencialmente causadora da morte de milhões de pessoas que alguns andam a anunciar. É inexplicável a falta de ressonância política e mediática do que aconteceu em Fevereiro no laboratório checo. Ainda mais inexplicável o grau de irresponsabilidade demonstrado pela OMS, pelos governos, pelas agências de controlo e prevenção de doenças ao declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitário máximo sem uma base real. É irresponsável e inexplicável até extremos inconcebíveis o bilionário investimento saído do erário público destinado ao fabrico de milhões e milhões de doses de vacina contra uma pandemia inexistente. ?No caso de a gripe se agravar de forma inesperada, como já há meses anunciam sem qualquer base científica um número surpreendente de altos dirigentes — entre eles a Directora-Geral da OMS—, e repentinamente, começarem a morrer muito mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixarmo-nos pressionar para ser vacinado, porque uma surpresa assim só poderá significar duas coisas:
• ou o vírus da gripe A que agora circula sofreu uma mutação
• ou que está em circulação outro (ou outros) vírus.
Em qualquer dos casos, a vacina que se está a preparar agora não servirá para nada.
??A proposta da médica beneditina é que se mantenha a calma, que se tomem precauções sensatas para evitar o contágio e que ninguém se deixe vacinar.
PS: Com um assunto tão sério em mãos, não consigo resistir à gracinha de incluir esta prova de que afinal sempre houve escutas em Belém.
Carlos Carvalheiro |
|
|
|
|
|
| |
|
|
|